Além das pistas: novidades da temporada de ski no Hemisfério Norte por Teresa Perez

Além das pistas: novidades da temporada de ski no Hemisfério Norte por Teresa Perez

26 de jun. de 2026

Das Dolomitas à Lapônia finlandesa, de Andorra ao coração de Utah, os grandes destinos de inverno do Hemisfério Norte se preparam com novidades a partir de novembro que se estendem ao après-ski. As seis estações que selecionamos contam com diversas atividades para esquiadores de todas as idades e níveis, que transformam a aventura na neve em momentos que reúnem sofisticação, diversão e uma emoção genuína.   

 

Grandvalira  Andorra 

 

Divulgação/Teresa Perez 

 

Andorra transmite algo que poucos destinos alpinos conseguem: a sensação de pertencer a um mundo à parte, suspenso entre França e Espanha, aonde a neve chega generosa e o ritmo é inteiramente seu. Com 215 quilômetros de pistas, Grandvalira é o maior resort dos Pireneus, e começa a entrar no radar do viajante brasileiro que descobre a neve europeia, principalmente pela facilidade de acesso a partir de Barcelona.  

Para esta temporada, o resort estreia a estrutura multifuncional de Pas de la Casa — 3,2 mil metros quadrados de escola de esqui, locação de equipamentos e bilheteria —, fruto de um investimento de € 39 milhões iniciado na temporada anterior. O sistema de produção de neve artificial cobre 126 quilômetros de pistas, blindando-as contra as variações climáticas. O perfil das pistas é democrático: 16% para iniciantes, 38% são intermediárias, 32% para práticas avançadas e 14% destinadas a experts, o que garante que toda a família encontre sua descida perfeita. Já a etapa da Copa do Mundo FIS, disputada anualmente na pista Àliga, bate à porta de Grandvalira como chancela máxima de qualidade técnica.  

 

Cortina D’Ampezzo - Itália 

 

 Divulgação/Teresa Perez 

 

Houve um tempo em que Cortina d'Ampezzo era apenas a mais bela estação de esqui da Itália. Depois da Olimpíada de Milão-Cortina 2026, ela se tornou outra coisa: um símbolo. Bilhões de euros foram investidos em infraestrutura, novos teleféricos, renovação do centro histórico e construção do moderno Sliding Centre — e tudo isso chegou a tempo de ser visto pelo mundo inteiro. 

Para a temporada 2026–2027, parte da infraestrutura olímpica estará disponível aos visitantes na sua melhor forma, sem as restrições e multidões dos Jogos. O verdadeiro trunfo de Cortina, além das 83 pistas e da neve artificial garantida em 95% das descidas, é a sua vocação para o esqui de stylo — aquele praticado mais com elegância do que com velocidade, em meio a um cenário que parece pintado. O Corso Italia, a rua de compras da vila, rivaliza com qualquer avenida europeia. E a possibilidade de combinar a passagem pela "Rainha das Dolomitas" com visitas a Veneza, Milão ou Florença transforma o roteiro em uma experiência italiana completa: do gelo aos canais, das piste à moda, dos rifugi às pizzerie di borgata. 

 

St. Anton - Áustria 

 

St. Anton am Arlberg não é apenas o maior resort conectado da Áustria — é o lugar onde o esqui alpino moderno foi inventado. No início do século 20, Hannes Schneider criou a técnica que conquistou o mundo, e algo da energia desse pioneirismo ainda pulsa nas encostas. Com 300 quilômetros de pistas, 200 quilômetros de terreno off-piste e 85 elevadores modernos, o Arlberg oferece uma das experiências mais completas e exigentes dos Alpes, com a lendária Valluga no topo — um desafio reservado aos experts que não temem o vazio.  

A demanda crescente nas últimas duas temporadas confirma o que os entendidos já sabem: St. Anton está na crista da onda. A hotelaria de qualidade assegura o conforto para acompanhar a intensidade das descidas. O traslado de apenas uma hora a partir de Innsbruck, com excelentes conexões ferroviárias e aéreas, facilita o acesso. Para grupos que buscam a adrenalina combinada com autenticidade tirolesa na temporada 2026–2027, St. Anton é a aposta mais segura — e mais emocionante — dos Alpes. 

 

Levi – Finlândia 

 

Divulgação/Teresa Perez 

 

A 170 quilômetros ao norte do Círculo Polar Ártico, com acesso a partir de Helsinque, Levi guarda um segredo que os amantes de neve mais aventureiros já descobriram: nenhum destino de esqui no mundo combina tão bem a montanha com o misticismo do Grand Nord. O maior resort da Finlândia oferece 43 pistas — suaves o suficiente para iniciantes, variadas o bastante para intermediários —, mas o que realmente seduz em Levi é o que acontece fora dos declives.  

Experiências como dormir num iglu de vidro com vista para as auroras, partir ao amanhecer num trenó de huskies e voltar ao final do dia para esquiar fazem do destino não apenas um resort de esqui no inverno como também quase um estado de espírito ártico. A temporada começa em outubro e garante uma das janelas mais longas do Hemisfério Norte, com neve confiável até maio. E ainda dá ao visitante a possibilidade de presenciar um dos fenômenos mais extraordinários da natureza: a aurora boreal. É daqueles destinos para quem busca uma viagem em que o esqui é apenas o início da jornada. 

 

Courchevel – França 

 

Divulgação/Teresa Perez 

 

Desde que Brigitte Bardot transformou Courchevel em endereço de inverno do jet set mundial, nos anos 1960, o resort francês nunca perdeu o cetro do glamour alpino. Situado no coração de Trois Vallées, a maior área esquiável conectada do mundo, com 600 quilômetros de pistas, o destino combina terreno tecnicamente impecável com um nível de sofisticação fora das pistas que poucos lugares no planeta conseguem replicar. Depois das emoções vividas na neve, Courchevel revela sua segunda natureza: um palco gastronômico e social onde o prazer da montanha se prolonga naturalmente pela noite. 

É no après-ski e à mesa que Courchevel verdadeiramente se distingue. A estação concentra mais estrelas Michelin por quilômetro quadrado do que qualquer outro resort do mundo — Le Chabichou, Le 1947, no hotel Cheval Blanc, e Le Kintessence figuram entre os restaurantes mais celebrados das altitudes. O Bar des Neiges e o Saulire são os epicentros do après-ski mais animado dos Alpes franceses, onde o champanhe corre enquanto os esquis ainda secam na porta. Para a temporada 2026–2027, a cena hoteleira ganha novo brilho com o Rosewood Courchevel Le Jardin Alpin, inaugurado em dezembro de 2025, que se junta ao Les Airelles e ao Cheval Blanc na constelação de endereços mais exclusivos da Rue du Jardin Alpin. 

 

Deer Valley – Estados Unidos 

 

 Deer Valley Resort/Re Wikstrom 

 

A apenas 45 minutos do aeroporto de Salt Lake City, Deer Valley é daqueles raros destinos em que a viagem evolui para uma experiência de inverno sofisticada. Em Park City, o resort se distingue por um posicionamento muito próprio, que engloba uma montanha exclusiva para esquiadores, serviço atencioso, pistas impecavelmente cuidadas e atmosfera elegante, mas sem excessos. O destino é especialmente convidativo para famílias, com serviços de childcare, escola de esqui e uma variedade de terrenos para acolher diferentes níveis de experiência. 

Entre as novidades está o projeto Expanded Excellence, que já entregou cerca de cem novas pistas, dez novos teleféricos e o Deer Valley East Village, ampliando de forma significativa a área e as possibilidades do resort. Outros diferenciais marcantes são as experiências exclusivas como o Max 4, com grupos reduzidos para um acompanhamento mais personalizado, o Ski With a Champion e as Women's Clinics, que ampliam a vivência na montanha para além do esqui tradicional. Fora das pistas, Deer Valley e o centro de Park City completam a viagem com ótimas opções de compras e bem-estar. 

 

Conheça as viagens significativas e personalizadas com a Teresa Perez.   



Mais artigos